A tokenização está em franco crescimento no Brasil e não há mais motivos para ignorar o potencial dela para aquecer mercados. Por esse motivo, o BACEN Banco Central tem investido fortemente nos estudos sobre a presença dos tokens nos negócios.
As diversas iniciativas vindas do banco são fundamentais para aumentar a confiança das pessoas no criptoativo e o número de empresas que podem investir em tokens de ativos para captar recursos com mais agilidade e segurança.
O quesito segurança, por sinal, ainda é um tabu nos criptoativos. Afinal, o token é desenvolvido em uma infraestrutura tecnológica inovadora que também é usada para produzir as criptomoedas.
Essa semelhança entre os dois digital assets pode prejudicar a análise da tokenização, em virtude do grau especulativo das moedas digitais. Por isso, a participação de instâncias regulatórias é valiosa para transmitir credibilidade ao mercado.
Não se fala mais se a economia será tokenizada mas quando teremos a economia em tokens.
Por isso, a BLOCKBR, uma empresa nativa web 3.0, traz um painel com os movimentos na direção da tokenização na economia e podemos aguardar para os próximos anos ou meses!
CENÁRIO DA TOKENIZAÇÃO NO BRASIL
A tokenização está ocupando os espaços de mercados nas economias globais em um ritmo de curva ascendente. O Boston Consulting estima que até 2030 teremos 10% do PIB mundial tokenizado. É uma projeção impressionante e que não está longe de acontecer.
- Para quem negocia, os tokens são veículos eficazes, seguros, transparentes e impulsionam a rentabilidade e a liquidez;
- Para quem investe, é a possibilidade de chegar a diversos ativos e direitos que dificilmente estão acessíveis no mercado financeiro tradicional, em especial para pequenos investidores.
No Brasil, o cenário muito positivo: 60% dos investidores institucionais ou fazem investimentos em bens e direitos tokenizados ou têm projetos de fazê-los. Apenas Cingapura tem uma taxa maior de interesse por tokens.
Os ambientes privado e público com tradição de proatividade em relação às novas tecnologias e o ambiente regulatório positivo tornam o Brasil um dos países mais desenvolvidos em tokenização.
OS BANCOS ESTÃO ENTRANDO NA TOKENIZAÇÃO
Um fato que será decisivo para impulsionar a tokenização no Brasil é a entrada de grandes bancos, um setor antes altamente resistente à ideia de uma um ecossistema com banco de dados distribuído, de transações sem um controle central e que não gere tarifas.
Algumas iniciativas de peso já aconteceram ou estão nas pranchetas:
- Na primeira iniciativa na América Latina feita por uma grande instituição financeira, o BTG Pactual lançou em 2019 o security token ReitBZ, garantido em valores mobiliários, o primeiro a pagar dividendos do setor de tokenização imobiliária;
- O Itaú tem um projeto em andamento para tokenizar produtos financeiros tradicionais do banco.
Tokenização de FIDC: Digitalização de ativos no mercado de crédito!
A REGULAMENTAÇÃO DAS CRIPTOMOEDAS BENEFICIA OS TOKENS?
Em dezembro de 2022, foi sancionada pela Presidência da República a Lei das Criptomoedas, que vai regulamentar o mercado de moedas digitais e o funcionamento das corretoras de moedas digitais e coibir e combater os crimes financeiros com criptomoedas.
A lei de regulamentação das criptomoedas era esperada e bem-vinda para aumentar a credibilidade de quem está no criptomercado de forma legal e dar mais segurança a quem investe. Entre as principais mudanças, estão:
- Legitimar as criptomoedas como meio de pagamento;
- Considerar ativos digitais como investimento;
- Criar mecanismos de proteção dos investidores;
- Definir obrigações para transparência e divulgação das informações;
- Definir o estelionato com criptomoedas no Código Penal com penas.
E como os tokens de negócios se beneficiam da lei?
Ainda há no mercado investidor uma sensação de que os riscos das criptomoedas podem alcançar os tokens, mesmo com o crescimento da tokenização em diversos nichos.
Essa visão ocorre porque ambos os criptoativos nascem na blockchain, apesar de o token só existir por demandas de projetos de tokenização, lastreado por ativos conhecidos e legalizados.
É um consenso que as mudanças que virão com a lei beneficiarão mais a tokenização, já consolidada como um modelo de negócio não sustentado em volatilidade e bolhas especulativas.
A tendência é que a BACEN seja a entidade reguladora dos criptoativos no Brasil, com exceção da CVM e a tokenização de valores mobiliários (os tokens de seguridade) que são ativos financeiros regulados por esse órgão.

COMO O BACEN BANCO CENTRAL ESTÁ UTILIZANDO A TOKENIZAÇÃO
REAL DIGITAL
O real digital está sendo desenvolvido por um projeto liderado pelo BACEN para ser a moeda digital brasileira ou CBDC (central bank digital currency ou moeda digital de banco central).
Na prática, ela é a moeda fiduciária criptografada que os brasileiros poderão ter além dos saldos em contas e dinheiro em espécie no bolso.
Os objetivos do real digital são:
- Reduzir a emissão de papel-moeda e custo bancário correspondente;
- Incluir mais pessoas no mercado financeiro;
- Permitir transações com custo zero;
- Atender pessoas que não são cobertas por serviços bancários;
- Simplificar a movimentação de dinheiro em compras e investimentos.
A moeda fiduciária digital é uma iniciativa tomada por bancos centrais de diversos países como uma forma de as economias usufruírem das vantagens dos tokens nas operações financeiras e bancárias.
O BACEN Banco Central iniciou a fase de testes do real digital e que devem se encerrar no segundo semestre de 2023.
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GT TOKENIZAÇÃO
O GT Tokenização é o grupo de trabalho interdepartamental criado pelo Banco Central para desenvolver estudos relacionados a ativo digital financeiro criado em blockchain – tokenização.
É um projeto de perfil consultivo e que se propõe a validar e recomendar os aspectos relacionados à atividade dos tokens na economia, entre eles:
- Comparar os cenários de tokens no Brasil e no exterior;
- Analisar os trabalhos do laboratório de criação do real digital;
- Estudar os impactos da blockchain sobre o comércio de produtos e serviços;
- Avaliar o grau de segurança das soluções atuais de tokenização;
- Analisar e propor ajustes regulatórios.
Será um trabalho bastante compreensivo sobre a atuação e as perspectivas da tokenização no Brasil e isso trará benefícios importantes, pois será um diagnóstico de melhoria constante para os negócios com tokens crescerem com solidez.
Por fim, ganham todos: quem negociar com tokens (e vai alcançar melhores performances) e quem comprar token (e obter rendimentos melhores)!
O GT Tokenização entrou em vigor em 1º de janeiro de 2023 e durará 180 dias. Ao final desse prazo, será emitido um relatório final com pareceres e proposições.
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